24 Junho 2007

Juarez e a derrota dos piratas



Estava Juarez apreensivo,
Aguardando seus amigos e aliados,
Pensava bastante, o cabrito,
Impedir um pirata era a questão.

Navios a perder de vista,
Uma cena de apavorar,
Mas contava com destemidos amigos,
Estava quase pronto.

Vieram os seres fantásticos,
Caipora e seus animais,
O saci e suas peraltices,
A mula-sem-cabeça com sua maldição.

Vieram animais os mais diversos,
Leões da montanha, onças negras e pintadas,
Jacarés e tartarugas gigantes,
Tucanos e abutres.

A Iara e sua coragem,
Mas aguardava ainda um importante reforço,
Os cavaleiros destemidos,
Que à princesa Penélope serviam.

Novamente rugiu uma nuvem,
No horizonte, formada,
Tremia a terra com o forte cavalgar,
12 cavalos a galopar.

Não só 12 corajosos se apresentaram,
Vieram também arqueiros, lanceiros e canhoneiros,
Toda a infantaria e cavalaria,
Que pôde a princesa enviar.

Ao longe surgiu a luz,
Do portal que se abria,
A passagem para o reino perdido,
O local a defender.

Rumaram todos para a cachoeira,
Piratas em algazarra,
Juarez e seu exército em carreira desabalada,
Era chegada a hora.

Troaram os canhões, nuvens de flechas voaram,
Gritos de batalha, comandos de ataque,
O embate foi furioso,
Durando toda uma tarde.

Os seres fantásticos fizeram seu papel,
Enlouqueceram os oponentes,
Confundiram seus inimigos,
Quebraram o comando.

Os animais acuaram, mesmo atingidos,
Aves em vôo rasante,
Bicadas, patadas e mordidas,
Valia tudo pela vitória.

E os cavaleiros, corajosos, se jogaram,
No meio da refrega, espada e escudo em punho,
Bateram os perdidos piratas,
Que debandaram apavorados.

O pirata perneta não se entregava, porém,
Coube a Juarez a difícil tarefa,
De derrotar o comandante malvado,
E assim o fez.

Às chifradas de Juarez se rendeu,
Assim o pirata pereceu,
No momento exato que se fechava,
O portal do Eldorado.

“Vitória, vitória”, triste vitória,
Muitos sucumbiram para a liberdade defender,
Um povo feliz não saberá nunca,
Do sacrifício oferecido.

Voltaram todos para seus lares,
O velho do rio tirou seu chapéu,
À coragem de Juarez, o cabrito Montês,
Que voltou são e salvo para o sítio da Inês.



(Imagens desenvolvidas especialmente para o Juarez por Paulo Zanin)

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