Queria Juarez descansar,
A viagem com tão bravos cavaleiros,
Dom Quixote e Sancho Pança,
Não era apenas alegria.
Sob a sombra de uma árvore parou,
Alimentou-se das lembranças,
Saciou-se com as verdades aprendidas,
Descansava, enfim.
Notou um movimento estranho,
Um pequeno rio vermelho e preto,
Curioso como ele só,
Foi olhar mais de perto.
Formigas é o que eram,
No seu trabalho diário,
De juntar comida,
E defender o formigueiro.
Pequenas e vermelhas,
Carregando grandes folhas,
Grandes e pretas,
Patrulhando a trilha.
Sem aviso, Dom Quixote se sentou,
Bem em cima das formigas,
Um grande grito soltou,
Mordido e aflito.
Juarez se riu,
Viu que pequenos podem ser grandes,
Não importava o tamanho,
O que contava era a coragem.
E saíram andando os três,
Juarez, o cabrito,
Sancho e sua pança,
E Dom Quixote, o cavaleiro, mordido.
Imagem enviada pela Shirlei Horta do blog Mataador. Desconheço a autoria.








